



eu estou vivendo um eterno domingo. exatamente aquele dia que você fica trancada em casa e com aquela péssima sensação de segunda-feira no estômago. só que todo dia.
daí você para a depressão do suposto domingo e vai conferir como anda a sua planilha da vida e, olha, tá liberado achar que o problema dela com você é pessoal.

Todos nós temos necessidade de ser olhados. Podemos ser classificados em quatro categorias, segundo o tipo de olhar que sob o qual queremos viver.
A primeira procura o olhar de um número infinito de olhos anônimos, em outras palavras, o olhar do público. É o caso do cantor alemão e da estrela americana, é também o caso do jornalista de queixo comprido. Estava habituado com seus leitores, e quando a revista foi fechada pelos russos, teve a impressão de que vivia numa atmosfera mil vezes rarefeita. Para ele, ninguém podia substituir o olhar dos desconhecidos. Sentia-se sufocar. Até que, um dia, compreendeu que estava sendo seguido a cada passo pela polícia, que estava sendo escutado quando falava ao telefone e até mesmo discretamente fotografado na rua. De repente, olhos anônimos o seguiam por toda a parte, e ele pôde respirar de novo! Ficou Feliz! Interpelava em tom teatral os microfones escondidos na parede. encontrara na polícia o público perdido.
Na segunda categoria, estão aqueles que não podem viver sem o olhar de numerosos olhos familiares. São os organizadores incansáveis de coquetéis e jantares. São mais felizes que os da primeira categoria, que, quando perdem seu público, imaginam que a luz se apagou na sala de suas vidas. É o que acontece a quase todos, mais dia, menos dia. As pessoas da segunda categoria, pelo contrário, sempre conseguem arrumar quem as olhe. Marie-Claude e a filha pertencem a ela.
Em seguida, vem a terceira categoria, a dos que têm necessidade de viver sob o olhar do ser amado. a situação deles é tão perigosa quanto daqueles do primeiro grupo. Basta que os olhos do ser amado se fechem para que a sala fique mergulhada na escuridão. É entre essas pessoas que devemos colocar Tereza e Tomas.
Por fim, existe a quarta categoria, a mais rara, a dos que vivem sob olhares imaginários dos ausentes. São os sonhadores. Por exemplo, Franz. Se chegou até a fronteira do Camboja, foi unicamente por causa de Sabina. O ônibus chacoalha na estrada da Tailândia e ele sente que os olhos de Sabina estão pousados nele.
Trecho de ¨A insustentável leveza do ser¨, de Milan Kundera.

- Assisti aquele filme, Rede Social.
- Eu também. Legal. O Facebook, né?
- É, é legal.
- É, o cara todo aéreo, nem parece milionário. Que onda.
- É.
- Viagem. O cara ficou rico por causa de uma porra de uma merda de imitação do Orkut.
Análise crítica sobre a maior Rede Social do mudo é dentro do buzão. Fica a dica, Mark.
Postado por Priscila Muniz , stalker profissional de conversas alheias.

poizé.

:’(

eu não tenho mais tempo. ok. talvez eu tenha algum drama ou um tempo mal administrado. não interessa. tudo resulta em: preciso de mais tempo. preciso ler uns três ou quatro livros, daqueles que fazem a gente se sentir melhor. preciso ler meu reader e viajar em imagens bobinhas e frases pequenas. preciso de algumas mudanças. preciso falar muita coisa que eu não consigo e também de uma escrivaninha. preciso trabalhar e terminar minhas tarefas cotidianamente intermináveis. tudo isso com paz, sozinha e tomando coca cola. pode?

amanhã é segunda. blé. morram.